Deficiência Auditiva PDF Imprimir E-mail

INTRODUÇÃO

No aspecto da audição, todo som, é captado pela orelha externa, que atua como um captador e transmissor do som, é transportado até a membrana timpânica, chegando à orelha média, que através da cadeia ossicular, funciona como um equalizador de impedâncias, e transporta o som para a orelha interna. Na orelha interna, ocorre a transformação da energia elétrica em estímulo nervoso, resultando, então, a sensação do som.

De acordo com Regis (2003), a deficiência auditiva é um impedimento sensorial que causa no indivíduo danos lingüísticos, cognitivos, emocionais, sociais e escolares, o que pode produzir graves limitações na vida do surdo, visto que a linguagem é a principal função mental do ser humano, sendo a capacidade de utilizá-la o fator que o difere de outros animais. Ela pode gerar no indivíduo um sério bloqueio comunicativo levando-o a não compartilhar e participar da sociedade do ouvinte, o que leva a criança surda a sofrer sérias dificuldades escolares e o adulto surdo à incapacidade de inserção no mercado de trabalho.

Goldfeld (2001), nos alerta que a importância da linguagem proporciona trocas culturais, de importância especial, pois o homem está inserido num contexto evidentemente social, evidenciando então que a linguagem é um fator não apenas lingüístico mas também cultural, neste dizer: o sujeito social tem que estar interagindo, em primeiro plano culturalmente e em segundo linguisticamente para que seja percebido pelo seu meio e pelos seus pares.

Segundo Skliar (1998, p.11) a surdez constitui uma diferença a ser politicamente reconhecida; a surdez é uma experiência visual; a surdez é uma identidade múltipla ou multifacetada e, finalmente, a surdez está localizada dentro do discurso sobre a deficiência.

 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA DA AUDIÇÃO
 
A audição é uma atividade sensorial que nos permite perceber o som e, pela qual o indivíduo , através do órgão auditivo, recebe e identifica o som apresentado (PINHO, 1990).
 
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FIGURA 1: Vista lateral da orelha ou pina.
 
Oliveira (1994) descreve a orelha como órgão vestibulococlear, formada por um complexo morfofuncional responsável pela sensibilidade ao som, aos efeitos gravitacionais e do movimento.
 
Morata e Santos (1996) afirmam que a orelha está contida no osso temporal e tem como funções principais o equilíbrio e a audição. Do ponto de vista didático, pode-se dividir a orelha em três partes: orelha externa, orelha média e orelha interna.
 
O ouvido é o grande responsável pelo equilíbrio e pela percepção do som. Da mesma forma que os outros órgãos do sentido, a audição é constituída por um receptor externo, um transmissor e um receptor interno. No homem, o ouvido está abrigado em sua maior parte no osso temporal, e pode ser dividido em três partes : orelha externa, orelha média e orelha interna, cada qual com características funcionais e estruturais distintas. Cada uma dessas partes executa suas funções de forma a permitir que o indivíduo possua uma função mais geral: a orientação (JERGES, 1989).
 
Constituída pelo pavilhão auricular, conduto auditivo externo (CAE) e membrana timpânica (MT), localizada na porção final do CAE, separando orelha externa da média. Oliveira (1997) coloca que a finalidade do pavilhão auricular é coletar as ondas sonoras e dirigi-las para o CAE.
 
Morata e Santos (1996) completam, dependendo da posição do ouvinte em relação à fonte sonora, pode também ser responsável por um acréscimo de 01 a 10 dB na faixa de freqüência de 2.000 a 5.000 Hz. Contribuindo, ainda, para a localização da fonte sonora e proteção para a orelha média e interna.
 
O pavilhão auricular atende o propósito de dirigir as ondas sonoras ao conduto auditivo externo de maneira mais concentrada. Auxilia também na localização da fonte sonora e na proteção da orelha média e orelha interna. O conduto auditivo externo tem como função conduzir as ondas sonoras até a membrana timpânica , que por sua vez, separa a orelha externa da orelha média (MACHADO, 1993).
 
A membrana timpânica transmite de forma eficiente as ondas de pressão sonora à cadeia ossicular que, por sua vez, servem como uma ligação com a orelha interna, reproduzindo o estímulo sonoro proveniente do conduto auditivo externo. A transmissão do som é feita de um meio aéreo ( orelha média) para um meio líquido ( orelha interna ), de forma pouco eficiente, devido a grande diferença de mobilidade entre os dois meios. A cadeia ossicular atua como um transformador mecânico, equalizando as impedâncias. Este mecanismo faz com que ocorra a compensação de perda de energia, modificando, então, a inércia do meio líquido com relação ao ar (COSTA et. al. 1994).
 
Conhecida também por cavidade timpânica ou caixa do tímpano. É uma cavidade preenchida de ar, escavada no osso temporal e tem de 1 a 2 cm3 de volume. Possui três recessos: Epitimpânico ou Ático, contendo a cabeça do martelo, corpo e ramo curto da bigorna, o Mesotimpânico, área coberta pela membrana timpânica e o recesso Hipotimpânico ou Hipotímpano, situado na parte anterior (HUNGRIA, 1995).
 
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FIGURA 2: Corte semi-esquemático mostrando as orelhas externa, média e interna.
 
Em direção oposta à tuba, a cavidade do tímpano liga-se também ao antro mastóideo e, assim, com as células do processo mastóide do osso temporal. Uma cadeia de três ossículos articulados, situados na cavidade do tímpano, estende-se da membrana do tímpano até a orelha interna e é responsável pela transmissão das vibrações provocadas pelas ondas sonoras que incidem sobre a membrana timpânica. Pode-se dizer que o complexo tímpano-ossicular tem a importante função de transferir a energia das vibrações do meio aéreo, elástico e compressível do ouvido externo a fim de modificar a inércia dos líquidos, incompressíveis, que envolvem os receptores especializados do ouvido interno (BONALDI  et. al, 1998).
 
 
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FIGURA 3: Corte esquemático do osso temporal mostrando os espaços pneumáticos que constituem a orelha média.
 
Menegotto e Couto (1998) registram que a função da orelha média é fazer uma “ponte” entre a orelha externa e a orelha interna, ou precisamente, entre o meio aéreo da orelha externa e o meio líquido da orelha interna. Esta “ponte” inicia-se na MT, passa pela cadeia ossicular e termina na janela oval.
 
A cavidade timpânica mede cerca de 15 mm nos diâmetros vertical e ântero-posterior, enquanto que a dimensão transversa é de 6 mm na parte mais alta e 4 mm na porção mais inferior, sendo que, no centro, ou seja, do umbigo do tímpano até a parede interna, mede apenas 2 mm. O espaço da cavidade timpânica pode ser reduzido na presença de uma fossa jugular proeminente, como veremos adiante (PORTMANN, 1993).
 
Bonaldi et al. (1998) consideram que a PARS TENSA ou lâmina própria, a segunda, e responsável pela compliância da MT e transmissão de vibração para a orelha média devido o arranjo de fibras que contém. O cabo do martelo situa-se firmemente aderido às fibras da camada média, sendo o ossículo constantemente tracionado para dentro por ligamentos e pelo músculo tensor do tímpano, o que mantém a membrana tensa e permite a transmissão das vibrações sonoras.
 
Russo (1999) afirma que a impedância da orelha média é determinada por três fatores; o primeiro denominado massa, relacionada ao peso e à densidade dos elementos dentro do sistema (cadeia ossicular), MT e fluídos da orelha interna; o segundo diz respeito à rapidez, relacionada ao movimento da platina do estribo e à resistência dos fluídos cocleares, contribuindo para manter a forma e posição do sistema móvel. Estes dois fatores são conhecidos como reactância, que é a parte da impedância que depende da freqüência sonora, sendo que estes não atuam na faixa de freqüência, denominada de zona de ressonância, que compreende as freqüências entre 500 a 4.000 Hz. O último dos três fatores é a resistência, oriunda da transformação da energia aplicada no sistema ossicular, conhecida como fricção ou atrito; está vinculada à suspensão dos ossículos pelos músculos e ligamentos.
 
A orelha interna em sua formação pode ser separada em três porções: vestíbulo; cóclea e canais semicirculares. É justamente na orelha interna que a vibração mecânica se transforma em energia elétrica e em estímulo nervoso resultando, assim, a sensação sonora. As alterações auditivas relacionadas a PAIR, ocorrem na orelha interna, caracterizando uma perda auditiva neurossensorial. Essas lesões são conseqüências de exposições a ruídos e a materiais que atuam de forma perniciosa no organismo humano (BONALDI, 1998).
 
Em Hungria (1995) vê-se que a orelha interna ou labirinto encontra-se escavado na parte petrosa do osso temporal (rochedo), formado por estruturas imprescindíveis à audição humana. Anatomicamente possui duas partes: a primeira, anterior ou labirinto ósseo, que compreende a cóclea, o vestíbulo e os canais semicirculares, envolvidos em perilinfa (substância rica em potássio). Apresenta duas aberturas. O aqueduto do vestíbulo abriga o ducto endolinfático e o aqueduto da cócela; a segunda parte, posterior, labirinto membranoso, localizado no interior do labirinto ósseo, constituído pelo sistema de ductos (ducto coclear, sáculo, utrículo e ductos semicirculares), que se comunicam entre si, preenchidos por endolinfa (substância com alta concentração de potássio e baixa concentração de sódio).
 
DEFICIÊNCIA AUDITIVA
 
Feagans (1987) avaliou 44 crianças com idade de cinco a sete anos com histórico de otites de repetição nos primeiros três anos de vida, com objetivo de verificar a atenção e as habilidades de narrativa das mesmas. A atenção das crianças foi medida por meio de observação do comportamento em sala de aula. Os resultados indicaram que os processos atencionais podem ser mediadores entre as otites médias e futuros déficits de linguagem. A análise desse estudo mostrou que existe uma correlação entre atenção, habilidades para parafrasear e otite média com efusão, mas não se pode afirmar que esta relação é casual.
 
A deficiência auditiva flutuante na criança, principalmente nos primeiros anos de vida, como ocorre nas otites médias, leva à flutuação na detecção dos sons, que impede o aprendizado eficiente da linguagem, pois pode restringir o processo de organização e caracterização da informação acústica da fala, podendo provocar atraso no desenvolvimento das funções auditivas centrais (COSTA et al 2001).
 
Deficiência auditiva é considerada, portanto, como a diferença existente entre o performance do indivíduo e a habilidade normal para detenção sonora de acordo com padrões estabelecidos pela American National Standarts Institute.
 
CLASSIFICAÇÕES DAS PERDAS AUDITIVAS
 
As perdas auditivas, de acordo com o local da lesão, podem ser classificadas em condutiva, sensorioneural e mista. As perdas condutivas ocorrem quando existe qualquer alteração na orelha externa ou média, dificultando a transmissão do som, com integridade de orelha interna.
 
Nas perdas sensorioneurais ocorrem danos na cóclea (nas células ciliadas) ou em vias auditivas superiores. Para determinar o local da alteração auditiva é necessário empregar técnicas de exames objetivos, como otoemissões acústicas e potenciais evocados auditivos. As perdas mistas ocorrem em casos de alterações condutivas e sensorioneurais concomitantes (NORTHERN E DOWNS, 2002).
 
Quando a lesão é localizada a nível de orelha interna (cóclea ou nervo auditivo). Ocorre quando há uma impossibilidade de recepção do som por lesão das células ciliadas da cóclea ou do nervo auditivo. Os limiares por condução óssea e por condução, aérea alternados, são aproximadamente iguais; ou seja, abaixo de 25 dB e acoplados (não existindo eletrocefalografia). A diferenciação entre as lesões das células ciliadas da cóclea (sensorial) e do nervo auditivo (neural) so pode ser feita através de métodos especiais de avaliação auditiva (técnicas eletrosfisiológicas sofisticadas como por exemplo, eletrococleografia e medida dos potenciais evocados do sistema auditivo). Esse tipo de deficiência auditiva é irreversível (ALMEIDA, 1993).
 
Onde o comportamento se localiza na orelha externa ou média associado a uma lesão na orelha interna (cóclea e/ou VIII por – nervo coclear). Ocorre quando há uma alteração na condução do som até o órgão terminal sensorial associada à lesão do órgão sensorial ou do nervo auditivo. O audiograma mostra geralmente limiares de condução óssea abaixo dos níveis normais, embora com comprometimento menos intenso do que nos limiares de condução aérea. Os limiares de via aérea e via óssea estão diminuídos, porém existindo entre eles um gap. É possível que o gap exista apenas em freqüências, e as demais estejam acopladas. A perda auditiva é classificada de acordo com a intensidade, medida em decibéis (dB), em função da freqüência, medida em Hertz (Hz) (BESS, 1998).
 
Quadro 1 – Relação do nível de audição nas freqüências de 500, 1000 e 2000 Hz, com o grau da perda auditiva
 
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Fonte: Northern e Downs, (2002).
 
A surdez hereditária aparece entre 30 e 50% da população e é de difícil diagnóstico por ser de caráter recessivo, o que indica que em muitos casos de surdos filhos de pais ouvintes, a causa é genética. Nas surdezes hereditárias existe menor probabilidade de se encontrar outros transtornos associados em comparação com as surdezes adquiridas, já que essas, estão normalmente associadas a lesões como anóxia neonatal, infecções, incompatibilidade de RH ou rubéola (FERREIRA et al, 2004).
 






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